Mais um spin-off, “Entre Círculos”, da série Correspondências

entre círculos

São tantos spin-offs que eu planejo e escrevo desse universo, que já nem sei mais se é correto continuar usando esse termo. Certo que, só irei retomar Coexistência no ano que vem, mas, já não sei dizer se ela é a história principal de todo esse mundo que venho criando e descrevendo. O que posso dizer sobre Coexistência é que ela é a maior até agora, e, também, a primeira que idealizei. Talvez eu tenha me apegado a ela como “base fundamental” justamente por ter sido a precursora de tudo isso. Mas penso que em breve não fará mais sentido tratar das outras histórias dentro desse universo como spin-offs. No fim, são todas histórias independentes, que compartilham de personagens e de uma mesma configuração de mundo. Mas não são necessariamente interligadas de maneira dependente uma da outra. E nem se pode dizer que são complementares até agora, porque não criei nenhuma com o intuito de puxar ganchos ou pontas soltas de Coexistência.

Bem, sobre Entre Círculos, antes de tudo, se trata de uma história epistolar, ou seja, é narrada através das cartas trocadas entre os personagens. Ainda não decidi se vou inserir entradas de diário. Na verdade, decidi pouca coisa a respeito dessa história. É a primeira vez que escrevo romance epistolar. E também é a primeiríssima vez que escrevo algo sem a mínima noção de roteiro. Nunca comecei uma história sem tê-la planejado antes. Gosto de roteirizar, organizar, descrever cenas chave, traçar a linha do tempo, definir os conflitos maiores e os menores. Mas, dessa vez, não sei o que aconteceu. Eu abri o Word, e de repente, quatro capítulos estavam prontos. Não sei dizer para onde essa história e seus personagens vão.

Parte de mim estava querendo ver o universo que criei até agora ganhar vida pelos olhos dos personagens que o vivenciam de maneira natural. Em Coexistência isso demoraria a acontecer (para ser mais específica, apenas na sequência II a questão dos Círculos seria abordada com profundidade). Na parte I, o conflito e enredo giram em torno da clandestinidade do submundo dos demônios e anjos. Enfim. Eu queria muito poder escrever algo centrado dentro do universo dos Círculos, mas sem que para isso fosse necessário inserir nele um personagem alheio a esse meio, que ainda precisasse passar por todo o processo de reconhecimento e familiarização, o famoso “cruzamento do primeiro portal” (premissa muito utilizada em histórias fantásticas, seguindo o conceito do monomito, mais conhecido como “jornada do herói”).

Foi aí que me veio a ideia de utilizar personagens de dentro desse universo, que já estão imersos dentro dele e o experimentam como seu habitat natural. E a escolha por estruturar a narrativa em cartas é parte dessa proposta, pois revela um lado mais intimista e confessional dos personagens, além de trazer um pouco mais do emocional e do psicológico para a trama, além dos elementos do sobrenatural e do fantástico. Eu já tinha planos para um punhado de shortfics e oneshots/contos escritos por meio de cartas e entradas de diário. Esse projeto se chama Correspondências. Acabei por inserir esse spin-off dentro dele, embora eu sequer saiba se irei finalizá-lo ou postá-lo.

Irene Chastain

Edição que fiz recentemente com uma das personagens mencionadas por Amalia em Entre Círculos

Bom, os personagens de Entre Círculos são: Amalia Swanson e Emmanuel Stravos. Ambos são membros do Círculo de Ácer (do norte da América, situado em território canadense). Amalia é ex-aprendiz de Emmanuel no Sigilo das Sombras, e, atualmente, reside no Círculo Gálico, na França, para se dedicar ao estudo da Palavra. Enquanto isso, Emmanuel, um vigilante, permanece no Círculo de Ácer, investigando um caso misterioso envolvendo o desaparecimento em massa das ninfas da região. Ao longo da troca de cartas, Amalia e Emmanuel tocam em assuntos pessoais, acadêmicos e profissionais. Falam de seus cotidianos, de suas novas experiências, divagam ideologicamente a respeito do que acreditam, posicionam-se criticamente no mundo, e também desabafam suas dores, inseguranças e anseios.

Eu estou tentando fazer as pontas se fecharem nessa história, mas não consigo. Isso me deixa em conflito e ansiosa. Mas estou adorando escrever esse romance. É a primeira vez que boto a mão na massa com textos epistolares, e preciso admitir que peguei gosto pela coisa. É uma nova técnica para mim, e a cada novo capítulo, vou percebendo melhor o uso das estratégias e recursos desse gênero. Mas, a lacuna deixada pela falta de um destino, de um “saber para onde ir”, por vezes, me trava. Os quatro ou cinco primeiros capítulos vieram de forma muito fluída, espontânea e natural, mas, agora tenho ficado mais auto-consciente da história e tentando ao máximo criar um norte para direcioná-la. Não sei como as pessoas conseguem escrever assim, sem um roteiro para seguir. Me sinto completamente sem chão.

Espero resolver isso logo. Talvez seja hora de dar um tempo. Já escrevi oito capítulos! Até me esqueci que tenho que atualizar Tio Cícero, que é a minha prioridade em 2016. Enfim. Eu precisava fazer esse desabafo. Só me resta ser iluminada por uma força maior para desatolar dessa enrascada em que me meti. Preciso de um mecanismo de punição para cada nova ideia que tenho e resolvo colocar em prática. Tsc.

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